🚀 Conheça o universo de WOPYS
📘 Tenha seu E-book na Amazon com a Wopys
Crie seu e-book com título e subtítulo e publique com nossa ajuda por apenas R$49,99. Você pode pagar via PagBank ou com nossa moeda oficial WOPYS.
Os Filhos da Noite
Por Marcio Rogerio
Capítulo 1: A Noite que Goteja Segredos
A Noite que Goteja Segredos
A chuva vergastava a metrópole de São Paulo com uma fúria quase pessoal, cada gota um projétil líquido que se espatifava contra o vidro embaçado da janela do escritório do delegado Ricardo Carvalho,
ressoando como um lamento fúnebre em meio ao silêncio da noite tardia. Não era uma chuva qualquer; carregava consigo o peso da impunidade, a fria umidade da incerteza, e para Carvalho, evocava a persistente dor de uma promessa quebrada. Enclausurado naquele santuário caótico de casos não resolvidos, onde pilhas de pastas carcomidas e fotografias desbotadas se erguiam como testemunhas silenciosas de um passado teimoso, ele sentia o mistério da morte de Ana como um tumor silencioso a corroer sua alma, um peso opressor que obscurecia até mesmo a tênue luz amarelada que emanava da lâmpada solitária no teto, lançando sombras dançantes que mimetizavam a turbulência em seu interior.
Seus olhos, cansados e fixos, estavam grudados na fotografia desbotada de Ana. Um sorriso jovem e vibrante, capturado em um instante fugaz de alegria, agora cruelmente congelado no tempo, transformado em uma dolorosa lembrança da vida que lhe fora brutalmente ceifada. Uma pontada aguda de saudade, misturada à culpa lancinante, atravessou o peito de Carvalho como um estilhaço de vidro. Ele se lembrava vividamente de um encontro casual com ela, apenas algumas semanas antes, na agitação da Avenida Paulista. Um breve aceno de cabeça, um “boa tarde” cheio de uma energia contagiante. A banalidade daquele instante agora o assombrava, a fragilidade da existência humana cruelmente estampada naquele sorriso inocente. Ele, um guardião da justiça, falhara em protegê-la, em desvendar as sombras que se aproximavam sorrateiramente para roubar-lhe o futuro.
O Chamado das Sombras
O toque áspero e impaciente do telefone, um intruso estridente no denso silêncio do escritório, rasgou a atmosfera carregada como um grito na escuridão. Carvalho hesitou por um instante, a mão pairando sobre o aparelho como se temesse a perturbação, o rompimento daquele isolamento melancólico. Ao finalmente atender, a voz que emergiu do outro lado da linha era um sussurro espectral, distante e carregado de um tom enigmático que plantou uma semente fria de desconfiança em seu coração já atribulado.
“Delegado Carvalho…” a voz sibilou, cada palavra arrastada e carregada de uma intenção oculta, soando como uma chave antiga destrancando portas há muito seladas. “…as peças do quebra-cabeça que você tenta montar… estão irremediavelmente distorcidas… observe com a mais extrema atenção os detalhes que se apresentam… nem tudo que reluz sob a luz da verdade é genuíno… e nem toda sombra que paira sobre este caso esconde apenas a escuridão…” A linha ficou abruptamente muda, deixando um eco perturbador a vibrar no ar rarefeito do escritório, uma advertência sinistra que se insinuava em cada canto, incitando Carvalho a questionar cada fio da intrincada tapeçaria daquele crime hediondo.
Na estante ao lado, entre as pastas empoeiradas, repousava uma fotografia do grupo de suspeitos. Os rostos, congelados em expressões neutras, agora pareciam esconder labirintos inteiros de intenções ocultas. Carvalho observava os rostos um a um — Sofia, André, Laura e o Dr. Oliveira — e sentia que, por trás de cada semblante, havia uma verdade não dita, uma peça oculta no tabuleiro sombrio daquela investigação
Capítulo 2: Rastros na Escuridão
A Polaroid Anônima
A luz acinzentada da manhã mal conseguia romper o véu denso da chuva que persistia sobre São Paulo. No escritório de Ricardo Carvalho, o aroma de café requentado misturava-se à tensão que se acumulava no ar. Sobre a pilha de arquivos do caso Ana, um pequeno envelope pardo repousava como um presságio silencioso. Sem remetente, sem selos, apenas um objeto anônimo em meio ao caos controlado de sua mesa.
Ao abri-lo, seus dedos encontraram uma polaroid desbotada. A imagem mostrava uma mulher de costas, caminhando sob a garoa, com um casaco vinho que despertou em Carvalho uma memória inquietante. Era parecido demais com o que Ana usava frequentemente. No canto da foto, uma data escrita à mão: três dias antes do crime. O delegado sentiu um arrepio: aquilo não era coincidência.
A presença daquela fotografia enigmática provocava um redemoinho de hipóteses. Quem a deixara ali? O que queriam com aquilo? Um aviso? Uma provocação? A simples existência daquela imagem insinuava a presença constante de um observador oculto, alguém que acompanhava cada passo da investigação — ou, pior, que estivera à frente dela desde o início.
Sinais de um Jogo Perigoso
Em busca de pistas, Carvalho encontrou-se com Mariana Lopes, jornalista e ex-colega de Ana. O encontro se deu no discreto Café da Garoa, onde Mariana o aguardava com os olhos sombrios e um caderno nas mãos. Durante a conversa, falou sobre artigos que Ana vinha escrevendo e mencionou, quase de passagem, um encontro com Renato Silva, ex-namorado de Ana.
Carvalho percebeu algo estranho: Mariana usava uma pulseira de prata com pingente de lua crescente, idêntica a uma que Ana possuía. Coincidência? Presente trocado? Ou uma ligação mais profunda entre as duas?
Mais tarde, o delegado dirigiu-se à casa de Renato, onde encontrou Laura Mendes, também envolvida com o caso. O clima era tenso, as palavras, afiadas. As trocas entre Laura e Renato eram carregadas de mágoas e acusações. Em meio à discussão, um livro de poesias com dedicatória manuscrita de Ana estava aberto na sala — mais uma ligação inusitada e perturbadora.
Ao retornar ao escritório, exausto, Carvalho recebeu uma nova ligação anônima. A voz, quase sussurrada, dizia: “Dr. Oliveira… leia novamente o laudo. Há algo que ele omite.” Com o coração pesado e os sentidos alertas, o delegado mergulhou novamente nos documentos da autópsia e encontrou, nas margens do relatório, uma nota manuscrita: traços de uma substância orgânica rara, relacionada a um medicamento usado no tratamento neurológico — exatamente o que a esposa do Dr. Oliveira utilizara antes de morrer.
As peças do quebra-cabeça estavam se movendo. O passado lançava suas garras sobre o presente, e Carvalho começava a compreender que os rastros deixados na escuridão estavam conduzindo-o para um enigma muito maior — e muito mais perigoso — do que imaginava.
Capítulo 3: Sombras do Passado
Ecos de um Crime Esquecido
Em meio à desordem de seu escritório, onde relatórios antigos se misturavam a recortes de jornal amarelados, Ricardo Carvalho abriu uma gaveta trancada havia meses. Dentro dela, repousava seu arquivo secreto — um conjunto de casos arquivados que permaneciam sem solução, cujas vítimas haviam sido esquecidas pela justiça, mas não por ele. Entre pastas carcomidas e anotações manuais, um caso antigo o fez deter o olhar: o assassinato de uma jovem artista plástica, morta em seu ateliê em circunstâncias brutais e misteriosas.
À medida que folheava os documentos, os detalhes se revelavam assustadoramente familiares: a ausência de sinais de arrombamento, a posição cuidadosamente encenada do corpo, o ritualismo macabro e a brutalidade silenciosa. O padrão do crime antigo ressoava com o assassinato de Ana, como se fossem capítulos distintos de uma mesma história sangrenta.
Aquela revelação lançou Carvalho em um estado de alerta. E se o assassino tivesse voltado? E se a morte de Ana não fosse um caso isolado, mas sim a continuidade de um ciclo sombrio que a cidade ignorava? Movido pela possibilidade de ligação entre os dois crimes, ele sabia que precisava reabrir aquele caso esquecido — talvez a chave para o presente estivesse adormecida no passado
Perfis, Pistas e a Linha que se Fecha
Buscando entender a mente por trás de tamanha frieza, Ricardo procurou a Dra. Helena Moraes, psicóloga forense experiente em casos de serial killers. Ao ouvir os relatórios.
cibernética retomou a análise dos dispositivos de Ana. Uma sequência de e-mails criptografados revelava contatos frequentes com um usuário anônimo, cujas mensagens vinham carregadas de termos médicos e frases enigmáticas. Tudo indicava que o assassino mantinha algum nível de comunicação com a vítima antes do crime.
O ponto de virada aconteceu quando um objeto idêntico a um deixado na cena do crime de Ana — um botão metálico de formato raro — foi encontrado escondido numa parede de um apartamento abandonado, local do crime da artista plástica anos atrás. A conexão era inegável.
Diante das provas, dos perfis e da frieza calculada do assassino, Ricardo sentia que a verdade estava próxima. Mas também sabia: à medida que se aproximava da revelação, o perigo aumentava. As sombras do passado não estavam apenas retornando… estavam se movendo.
Capítulo 4: A Teia se Aperta
Laços que se Estendem nas Sombras
Ricardo Carvalho sentia que algo o empurrava contra o tempo. As peças do quebra-cabeça se multiplicavam em vez de se encaixar, e os rostos dos envolvidos agora surgiam em sua mente como máscaras ambíguas, oscilando entre inocência e mentira. Ele decidiu retornar às entrevistas, desta vez com olhos mais treinados, ouvindo não apenas o que era dito, mas, principalmente, o que se escondia nas pausas, nos olhares desviados, nas mãos inquietas.
Mariana Lopes, sempre tão eloquente, revelou uma hesitação incomum ao ser confrontada com detalhes que, antes, parecia ignorar. Ricardo notou como ela apertava a bolsa junto ao corpo quando mencionavam o nome de Ana, como se protegendo um segredo. Ao investigar os vínculos entre ela e outros personagens do caso, uma descoberta o surpreendeu: Mariana e Renato, o ex-namorado de Ana, tinham um histórico de encontros antigos em círculos jornalísticos, aparentemente desconectados da vítima — mas não o bastante para passarem despercebidos.
Mais inquietante foi a revelação de que Laura, a amiga mais próxima de Ana, possuía um vínculo profissional não declarado com o Dr. Vicente, o médico que inicialmente surgira apenas como figura periférica. Ao revisitar os registros bancários de Vicente, surgiram indícios de transferências mensais para uma conta vinculada a um endereço que, coincidentemente, era o mesmo bairro onde Laura morava.
As conexões se entrelaçavam perigosamente, e Ricardo começou a esboçar uma teia onde o acaso parecia ter sido meticulosamente planejado. A questão agora não era mais “quem matou Ana”, mas “quem orquestrou o silêncio ao redor de sua morte”.
Um Jogo de Álibis e Máscaras.
A ideia de álibis isolados se desfez. Ricardo percebeu que o que estava diante dele era uma estratégia bem articulada. Mariana, Laura, Renato, Vicente — todos pareciam dançar ao redor de uma verdade que ninguém queria tocar. Cada depoimento, cada defesa, cada justificativa seguia um padrão ensaiado, como se alguém tivesse lhes dado o script da sobrevivência.
Decidido a romper com essa estrutura viciada, Ricardo convocou Mariana para um novo interrogatório. A conversa ocorreu em um café discreto, longe da delegacia. Mariana chegou com a habitual elegância, mas não conseguiu esconder o tremor leve ao pegar a xícara. Ricardo, como um estrategista silencioso, começou a lançar fragmentos de verdades já descobertas. Um endereço. Um pagamento. Um jantar compartilhado meses antes do crime.
A jornalista hesitou. Seus olhos, por um breve momento, se fixaram em um ponto vazio do salão, como se buscassem uma saída no tempo. Foi então que ela cometeu o deslize: ao defender um encontro entre ela e Ana, revelou um horário que contradizia registros de localização e câmeras públicas. Uma falha sutil — mas fatal.
Simultaneamente, Ricardo ampliava seu mapeamento digital. A perícia cibernética revelara que os perfis sociais da vítima haviam sido acessados por IPs mascarados nas semanas anteriores à sua morte. Entre eles, um endereço de rede que pertencia à própria clínica do Dr. Vicente. A máscara da neutralidade do médico começava a ruiAo montar o painel com conexões e datas, Ricardo via com nitidez que o crime não fora um ato impulsivo. Era um projeto. Um plano arquitetado com frieza, amarrado por laços de poder, interesses e medo. Ele não estava lidando apenas com um assassino — estava diante de uma rede.
A teia, enfim, se apertava. E nas bordas, sombras começavam a se agitar, como se soubessem que estavam sendo vistas pela primeira vez com nitidez
Capítulo 5: Intrigas e Conflitos
Segredos Revelados à Meia Luz
📘 Mural do Leitor
📘 Crie seu E-book com a Gente
Você sonha em ter um e-book com seu nome? Nós tornamos isso possível.
Basta nos enviar o título e subtítulo. O conteúdo, a criação e o cuidado ficam por nossa conta.
Após a confirmação, entraremos em contato pelo WhatsApp para conversar com você.
Simples, rápido e único. Seu nome, sua ideia. Nosso trabalho é realizar.
📚 Também oferecemos suporte para quem deseja publicar futuramente na Amazon.
📱 WhatsApp: Fale conosco |
✉️ contato@wopys.com.br
© 2025 Wopys Literário. Todos os direitos reservados.


